Não é nem um pouco a minha praia mas o tutorial pode muito bem ser adaptado para outros estilos de desenho.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Tutorial para quem gosta de anime.
Não é nem um pouco a minha praia mas o tutorial pode muito bem ser adaptado para outros estilos de desenho.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Santa Graça, ora pro nobis
Mobilidades em tempo de grana curta.
domingo, 6 de setembro de 2009
Notas para pesquisa.
Imagens de imagens: cartografias de apropriações, deslocamentos e sentidos.
http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/11144
Diversificação de imagens a partir de processos de reprodução gráfica: considerações sobre as séries Clareiras, Pedra Quebrada e Profusão.
http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/13509
Uma anotação.
CRITICAL ART ENSEMBLE. Distúrbio Eletrônico. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2001.
Dadaismo digital
Por Hernani Dimantas
Em tempos de de AI5 digital, do projeto do senador Eduardo Azeredo, que cerceia a liberdade na Internet, leia e dissemine o artigo de Hernani Dimantas que trouxe para NovaE um dos maiores símbolos da liberdade digital. Outubro de 2002 é mais recente que nunca.
Alguém ouviu falar do Zero Wing? Pois é, eu também nunca havia ouvido falar deste game. Desenvolvido para rodar num console da Sega.
Foi traduzido do Japonês para o Inglês. ALL YOUR BASE BELONG TO US é uma espécie de uma onomatopéia digital, fruto de uma precária tradução, e de orelhas ligadas nos movimentos da Internet.
O vídeo é maravilhoso. Criado pelo Toaplan.com Web site. Desenvolvido em Flash, e apresenta uma série de fotos "fotoshopeadas" com a frase ALL YOUR BASE infiltradas em todos os meandros do nosso planeta. Uma verdadeira invasão.....
Não é apenas uma piada. ALL YOUR BASE tornou se um fenômeno na rede, sucesso de público e de bilheteria.
É uma realidade dadaísta num ambiente que recusa ser domesticado para se tornar mais um meio previsível. A Internet está sendo criada pelos usuários, e o conhecimento nos pertence. A informação deve correr solta.
Estas são as palavras escondidas por trás de um vídeo em Flash. Nosso mundo não tem saída. Temos uma bomba relógio armada para explodir. Este é o sinal dos tempos.
A mensagem hacker não é de destruição. Estamos rompendo os paradigmas para criar um novo mundo. ALL YOUR BASE BELONG TO US faz sentido no ambiente WEB. É uma saída.... um novo conceito onde o conhecimento e a base de dados da rede são livres e nos pertencem. Sem intermediários, ou pessoas desinteressadas no desenvolvimento da humanidade.
Mas por que se tornou tão popular... Isto é uma pitada de mistério. Minha opinião pessoal é que este game traduz uma forma diferente de interagir com a rede. Seja através de jogos, palavras ou fotos falsificadas. De qualquer forma, o esforço é comunitário. E parece que as comunidades são a única fórmula de sucesso na Internet.
Dê um tempo... Clique neste link, e viaje pela saga de Cats. E continue viajando... aliás, é para isso que serve a Web.....
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Mudança de template para este blog
http://templatesparanovoblogger.blogspot.com/
Pesquisas de jornais de 1933

http://www.rootsweb.ancestry.com/~ohwayne/obituaries/obits_am.html
Josimey Costa da Silva
Imagem, imaginação e imaginário radicam do latim imago -ginis. A palavra imagem significa a representação de um objeto ou a reprodução mental de uma sensação na ausência da causa que a produziu. Essa representação mental, consciente ou não, é formada a partir de vivências, lembranças e percepções passadas e passível de ser modificada por novas experiências.
Já imaginário é o vocábulo fundamental que corresponde à imaginação, como sua função e produto. Composto de imagens mentais, é definido a partir de muitas óticas diferentes, até conflitantes. Alguns, como Bachelard, consideram que, graças ao imaginário, a imaginação é essencialmente aberta, evasiva. Ela é no psiquismo humano a própria experiência da abertura, a própria experiência da novidade. Le Goff pondera que o imaginário está no campo das representações, mas como uma tradução não reprodutora, e sim, criadora, poética. É parte da representação, que é intelectual, mas a ultrapassa.
Para outros, como Durand, o imaginário é o “conjunto das imagens e das relações de imagens que constitui o capital pensado do homo sapiens”, o grande e fundamental denominador onde se encaixam todos os procedimentos do pensamento humano (DURAND, 1997: 14). Parecendo partir de uma concepção simbólica da imaginação, que postula o semantismo das imagens, que conteriam materialmente, de alguma forma, o seu sentido, Durand se contrapõe a Lacan, para quem o imaginário seria um aspecto fundamental da construção da subjetividade. O imaginário corresponderia à fase do espelho, ao reconhecimento de si que a criança pequena opera ao descobrir o seu reflexo. Ao mesmo tempo em que a imagem no espelho afirma a realidade do eu, é insinuado também o seu caráter de ilusão, já que é apenas um reflexo. Para que a criança alcance o nível da realidade, deve deixar o modo imaginário da visão de si e dos outros e utilizar o modo simbólico. Assim, para Lacan, o simbólico seria coletivo e cultural; o imaginário seria individual e ilusório.
Durand assinala o dinamismo do imaginário, conferindo-lhe uma realidade e uma essência própria. Em princípio, o pensamento lógico não está separado da imagem. A imagem seria portadora de um sentido cativo da significação imaginária, um sentido figurado, consitutindo um signo intrinsecamente motivado, ou seja: um símbolo. O simbolismo é cronológica e ontologicamente anterior a qualquer significância audio-visual; a sua estruturação está na raiz de qualquer pensamento. E mais: “o imaginário não só se manifestou como atividade que transforma o mundo, como imaginação criadora, mas sobretudo como transformação eufêmica do mundo, como intellectus sanctus, como ordenança do ser às ordens do melhor” (DURAND, 1997: 432).
Com um desvio do curso dessas reflexões, Deleuze lança suas dúvidas sobre o imaginário. É útil considerar, inicialmente, suas idéias a respeito da imagem no cinema, a imagem-movimento. Para ele, as coisas mesmas são imagens e estas não estão no cérebro; o cérebro é uma imagem entre outras. Imagens, coisas e movimento não se diferenciam.
Remetendo-se a Bergson, ele fala do cinema como produtor de uma identidade entre movimento e tempo, esse tempo como sendo a coexistência de todos os níveis de duração. É o tempo do cinema moderno que, rompendo com a narração, “expõe situações sensório-motoras” (DELEUZE, 1992: 68). Estas situações estão calcadas sobre a imagem, que está permanentemente em relação com outras imagens.
No cinema, a imagem comporia, mais do que algo visível, algo legível, assim como um diagrama, porque há o que ver na imagem e o que ver por trás da imagem. A imagem torna-se, então, pensamento. O olho faz parte da imagem, é a visibilidade dela, e o cinema é produtor de realidade. Aqui, ele compara a narração no cinema com o imaginário, os dois aparecendo como uma conseqüência muito indireta, que decorre do movimento e do tempo, não o inverso.
Tal relação faz mais clara posição de Deleuze sobre o imaginário, quando ele diz que essa é uma noção imprecisa (DELEUZE, 1992: 85). Ele percebe uma relação entre imagem e conceito quando sugere que as idéias se realizam ora em um, ora em outro. O signo é que efetua a idéia, e as imagens no cinema são, para ele, signos que não se definem por representar universalmente, mas pelas suas singularidades internas. Neste ponto, mais uma vez, sua posição parece distanciar-se da opção de Durand.
Quando se refere ao imaginário, Deleuze recusa atribuir-lhe irrealidade, mas o vê como um conjunto de trocas entre uma imagem real e uma virtual, como uma indiscernibilidade entre o real e o irreal, o que coincide com a sua noção do falso. A ultrapassagem do imaginário se daria em direção a um tempo puro, dissociado do movimento, só possível como imagem-cristal, imagem-tempo. O cinema atinge a imagem tempo. O imaginário seria a potência do falso; o tempo substituiria o verdadeiro pela potência do devir.
Texto de referência: DELEUZE, Gilles. Dúvidas sobre o imaginário in Conversações. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992.
Link para o documento: www.eca.usp.br/nucleos/filocom/josimey.doc
A primeira imagem publicada na internet
A primeira imagem digitalizada
Como este site foi proposto para falarmos em aquisição de imagens digitais, começamos com a primera foto digitalizada. Trata-se da foto do pequeno Walden, filho de Russell Kirsh, cientista do National Institute of Standards and Technology que, em 1957, usando um scanner cilíndrico conectado a um SEAC (Standards Electronic Automatic Computer), converteu esta fotografia em exatos 30,976 pixeis. Mais informações podem ser obtidas em http://www.worldalmanac.com/blog/2007/05/the_first_digital_image.html e os arquivos originais no site do NIST, em http://patapsco.nist.gov/ImageGallery/details.cfm?imageid=342.